O “Prêt-à-porter” provocou uma revolução na indústria da moda ocidental. O movimento genuinamente capitalista, que estimulou a produção de tendências em larga escala com a assinatura de grandes estilistas, foi o começo da moda como a conhecemos hoje. Entretanto, na época houve países que ficaram alheios a essa mudança, países que paralelamente estavam desenvolvendo em sua política o movimento contrário: o Socialismo.
Essa coleção fala sobre três deles: Lituânia, Letônia e Estônia... Alguém sabe onde ficam?
Ficam ali no mar Báltico apertadinhos entre Polônia, Suécia, Finlândia e Rússia. E apesar de já terem sido invadidos por todos esses países, é sobre a dominação deste último que essa história conta.
Ela começa no fim da II Guerra (1945), quando a ex-União Soviética, hoje Rússia, invade os Bálticos e fecha o mercado, ou seja, todos os países que dela fazem parte só podem importar e exportar produtos (inclusive tecidos e informações) entre si. Na coleção, essa fase se mostra sóbria, séria, rígida, com tecidos em sua maioria de alfaiataria e cores mortas. Aos poucos começaram os contrabandos, e os sonhos das antigas rendas, dos revolucionários couro e jeans e da identidade folk começam a realizar-se -- essa é a segunda fase.
Finalmente, em 1985 abriu-se o mercado, e quem tinha dinheiro abusou dos brocados, das peles e das jóias. Nesse momento, queriam aquilo de que tinham sido privados por 40 anos: exclusividade. E foi só a partir do meio dos anos 90 que houve uma preocupação maior em acompanhar as tendências do resto do mundo, inclusive dos Estados Unidos. É o que mostra a quarta fase: uma exagerada e irônica absorção da moda do “Império Capitalista” misturada com a renda, que lá nunca sai de moda -- miscelânea que podemos chamar de identidade.
Um comentário:
Diana,
Eh vc a menina da Cabanas Açu de quase 10 anos atrás, de qndo tínhamos 14 anos? rs
Eu sou a Lívia, lembra de mim? Vi fotos nossas esse dias e resolvi ver se te achava por aki...
N sei pq perdemos o contato...
Bjos
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